Saúde · 6 min de leitura · Atualizado em 26 de outubro de 2026

O que levar na consulta do geriatra: remédios, exames e perguntas

Na consulta do geriatra, leve a lista de todos os remédios que o idoso toma (inclusive os sem receita, vitaminas e chás), os exames e receitas recentes, as medidas de casa com data e hora (pressão, glicemia, peso), um resumo do que mudou desde a última consulta e as perguntas já escritas. Junte documento com foto e o cartão do SUS ou do convênio e, se puder, vá com quem convive com ele no dia a dia. A mesma lista serve para o cardiologista, o clínico ou qualquer médico que acompanhe um idoso.

Parece muita coisa, mas a consulta costuma ser curta para tudo o que precisa caber nela: vários remédios, exames de especialistas diferentes, uma tontura que apareceu semana passada, a dúvida sobre o sono. Na hora, com o nervosismo e o relógio correndo, metade fica de fora. Abaixo está cada item do checklist, com o que anotar antes, que perguntas preparar e como repassar as orientações para o resto da família depois. É o jeito de o médico decidir com base no que realmente acontece em casa, e não só em lembranças soltas.

A lista de remédios: o item mais importante

Se você só conseguir levar uma coisa, leve a lista completa e atualizada de medicamentos. Para cada um, anote:

  • Nome do remédio e a dose que está escrita na receita ou na caixa.
  • Horários em que ele está sendo tomado de fato.
  • Para que serve e quem receitou, quando há vários especialistas.
  • Desde quando está em uso.

Inclua também o que não tem receita: analgésicos, remédios para dormir, antiácidos, laxantes, vitaminas, suplementos, chás e fitoterápicos, colírios e pomadas. O Ministério da Saúde orienta levar às consultas a lista de todos os medicamentos, inclusive os sem receita, porque alguns podem aumentar o risco de quedas. Anote também as alergias.

Seja sincero sobre como o tratamento está acontecendo. Se há doses esquecidas, um remédio que foi parado por conta própria ou um efeito colateral, conte. Não é para levar bronca. É o que permite ao médico ajustar o tratamento com segurança. Se ficar mais fácil, leve as caixas numa sacola. Para revisar a rotina de remédios em casa, veja os erros mais comuns na administração de medicamentos em idosos.

Exames, receitas e documentos

Separe numa pasta, de papel ou no celular:

  • Exames recentes com laudos, principalmente os que o próprio médico pediu.
  • Receitas atuais e relatórios de outros especialistas.
  • Resumo de alta, se houve internação.
  • Documento com foto, cartão do SUS ou do convênio e a Caderneta da Pessoa Idosa, se tiver.

Exames antigos ajudam na comparação. Se não couberem todos, leve os do último ano e saiba onde estão os outros.

Registros de casa: sinais vitais e rotina

Números de casa valem muito, desde que venham com data e hora. Leve os registros desde a última consulta:

  • Pressão arterial, com o horário e se foi antes ou depois do remédio.
  • Glicemia, se a pessoa tem diabetes.
  • Peso, frequência cardíaca ou oxigenação, quando o médico pediu esse acompanhamento.
  • Rotina: sono, apetite, quanto bebe de água, intestino e urina.

"A pressão anda boa" diz pouco. Uma lista com quinze medidas, uma por linha, mostra a tendência. Para fazer esses registros do jeito certo, veja como acompanhar pressão, glicemia e oxigenação. Se prefere anotar no celular, veja o que um bom app para controlar pressão e remédios precisa ter.

O que aconteceu desde a última consulta

Faça um resumo curto, em tópicos, do período:

  • Quedas ou tropeços: quando, onde e como aconteceram, e se houve pancada na cabeça. O Ministério da Saúde recomenda contar aos profissionais de saúde quando, como e onde as quedas e os tropeços aconteceram.
  • Idas ao pronto-socorro e internações, com o motivo.
  • Sintomas novos: quando começaram, o que melhora e o que piora.
  • Mudanças de humor, memória, apetite, sono, peso ou disposição.
  • Coisas que a pessoa deixou de fazer sozinha, como tomar banho, se vestir ou sair de casa.

Essas mudanças no dia a dia muitas vezes dizem tanto quanto um exame. Anote assim que acontecerem: um mês depois, ninguém lembra direito.

Perguntas para levar prontas

Escreva as dúvidas antes e coloque as três mais importantes no topo. Se o tempo acabar, as principais já terão sido feitas. Algumas perguntas úteis:

  • Qual é o principal objetivo do tratamento agora?
  • Algum remédio pode ser suspenso ou trocado? Há interação entre eles?
  • Esse sintoma novo pode ser efeito de algum medicamento?
  • Qual é a meta de pressão ou de glicemia para ele?
  • Existe outra forma de tratar? Quais são os riscos e efeitos colaterais?
  • Que sinais devem nos fazer procurar atendimento antes do retorno?

Se não entender uma resposta, peça para o médico explicar de outro jeito. O NHS, o serviço público de saúde britânico, reforça: não tenha receio de perguntar.

Quem acompanha e como anotar as orientações

O ideal é ir junto quem conhece a rotina: o familiar que mora perto ou o cuidador que passa mais tempo com o idoso. Se isso não for possível, quem for precisa levar a lista, os registros e as perguntas em mãos.

Durante a consulta, deixe o idoso falar primeiro e complete depois. Ele continua sendo o paciente, e o jeito como ele descreve o que sente importa. Se forem duas pessoas, uma conversa e a outra anota. Antes de sair, confirme em voz alta:

  • O que mudou nos remédios: o que começa, o que para, o que muda de horário.
  • Quais exames fazer e onde.
  • Quando é o retorno.
  • Em que situações procurar atendimento antes disso.

Peça as orientações por escrito sempre que possível. Se o médico concordar, gravar um áudio curto do resumo final também ajuda.

Depois da consulta: repasse para a família

No mesmo dia, mande um resumo para todos que cuidam: o que mudou, o que precisa ser feito e quem fica responsável por cada coisa. Atualize a lista de remédios antes da próxima dose, não depois. Marque exames e retorno na agenda. Quando todos leem a mesma informação, diminui o risco de alguém continuar dando o remédio antigo.

Como organizar tudo isso na Lumya

Na Lumya, boa parte desse checklist vai se montando no dia a dia:

  • Remédios com horários, alertas e registro de atrasos e falhas, além de estoque, validade e receitas.
  • Histórico de pressão, glicemia, oxigenação, frequência cardíaca, temperatura e peso, com alertas quando algo sai da faixa.
  • Registros de refeições, sono, humor, eliminações e sintomas rápidos, feitos por qualquer pessoa do círculo de cuidado.
  • Exames e documentos organizados e compartilhados com a família, e uma agenda compartilhada para consultas e retornos.

Com a Lumya Pro, e com autorização do paciente, o profissional de saúde recebe uma leitura estruturada do período entre as consultas. Assim, a conversa começa pelo que aconteceu, e não pelo esforço de lembrar.

Preparar a consulta leva meia hora na véspera. Separe a lista de remédios, os registros e as três perguntas principais, e combine quem vai junto. É um gesto simples, que deixa o médico mais seguro para decidir e a família mais tranquila para cuidar.

Perguntas rápidas

O que é indispensável levar na consulta do geriatra?

A lista completa e atualizada de remédios, com dose e horário, inclusive os sem receita. Se só der para levar uma coisa, leve essa.

Preciso levar as caixas dos remédios?

Não é obrigatório, mas ajuda quando a lista está incompleta ou há dúvida sobre a dose. Leve as caixas numa sacola e o médico vê exatamente o que está sendo tomado.

Quais exames levar?

Os recentes, com laudo, principalmente os que o próprio médico pediu, e os do último ano para comparar. Os mais antigos podem ficar em casa, desde que você saiba onde estão.

Quem deve ir junto à consulta?

De preferência quem convive com o idoso, como o familiar que mora perto ou a cuidadora. Deixe o idoso falar primeiro e complete depois: ele continua sendo o paciente.

E se aparecer um sintoma grave antes da consulta?

Não espere a data marcada: dor no peito, falta de ar, fraqueza de um lado do corpo, fala enrolada, confusão súbita ou desmaio pedem o SAMU (192).

Fontes consultadas

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de médicos e outros profissionais de saúde. Em uma emergência, ligue 192 (SAMU).